O Brasil desde a janela do trem. Percepções e distorções dum arqueólogo estrangeiro

Na passada segunda-feira, 19 de junho, o Dr. Juan M. Cano Sanchiz, da equipe MF, deu continuidade ao ciclo de palestras sobre história e patrimônio ferroviários organizado em pareceria entre a CPTM e o projeto MF. A sessão contou também com a participação do Prof. Dr. Eduardo Romero de Oliveira, coordenador do MF, que apresentou o ato e moderou os debates.

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Na sua palestra, intitulada “O Brasil desde a janela do trem. Percepções e distorções dum arqueólogo estrangeiro”, o Dr. Juan Cano descreveu, a grandes rasgos, algumas das mudanças que a ferrovia trouxe para o estado de São Paulo nos âmbitos cultural, social e ambiental. Para tal, o ponto de partida foram os rastros físicos da implantação da ferrovia na área metropolitana de São Paulo, aproximados desde o olhar particular do arqueólogo. Foi oferecida, assim, uma outra narrativa, às vezes diferente e às vezes similar da explicação tradicional construída a partir das fontes escritas.

As percepções e distorções recolhidas no título da palestra foram trabalhadas num duplo sentido. De um lado, a ideia do Brasil atual no imaginário do estrangeiro (Juan) e a explicação da construção de alguns dos elementos que integram a(s) cultura(s) brasileira(s) a partir da implantação e desenvolvimento das ferrovias. Do outro lado, as percepções e distorções da comunidade (o público assistente) a respeito da Arqueologia, comumente vinculada com passados remotos e ruínas, e não com realidades do nosso tempo (as ferrovias).

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As oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Jundiaí foram um elemento de grande peso na fala, tanto para explicar como é que a Arqueologia trabalha com os vestígios da ferrovia quanto por refletir a circulação internacional de ideias, pessoas e coisas que explicam em parte o lugar ocupado pelo Brasil num mundo globalizado.

Após a palestra, e seguindo o esquema habitual do programa CPTM-MF, houve tempo para discutir com os participantes sobre os assuntos apresentados. O debate foi animado e a troca de ideias de grande interesse, especialmente no que tem a ver com os aspectos metodológicos e as ferramentas arqueológicas apresentadas pelo Juan.

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